quinta-feira, 13 de junho de 2019

Involuntário cotidiano


Espasmos involuntários refletem pensamentos conturbados diante de tantos entroncamentos da vida cotidiana, por vezes áspera, apesar das artimanhas. Os círculos nunca se fecham, mas abrem caminhos para as novas relevâncias descritas ou sentidas no risco infinito do tempo, nas ações que dizem as memórias e nos sentimentos que impulsionam triviais ou marcantes histórias. Os incrédulos que somos batem corações assim mesmo e cá ou lá (est-ão-mos) à flor de peles que nos soltam, sons que nos assopram e palavras que nos movem afetos. Os brilhos de ontem sapecam refletidos no que construímos enquanto iluminam ideias que circulam entre os bons que nos cercam. O dia bonito é incerto, o outro é indigesto, mas, em todos os dias, semanais, mensais, anuais e usuais, há movimentos por mais estático que esteja nosso comprometimento com as ações das pautas sem vontade ou das que desejamos autenticidade. O que há de mais latente salta à mente quando enxergamos motivos para sermos mocinhos ou bandidos. Os dois lados podem ser magníficos quando se define roubar o coração arrependido que decidiu amar. É quando estamos movidos sem ser removidos de nossas próprias virtudes. Somos breves, irremediáveis, involuntários... Somos leves, cotidianos, anônimos no tempo, mas deixamos pólens entre os que nos dividem os ventos, especialmente os bons retóricos afetivos que sopram desenhos que gostamos ser.

                                               Foto: Clécia Oliveira

Involuntário cotidiano
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Espasmos involuntários
refletem pensamentos conturbados
diante de tantos entroncamentos da vida cotidiana
por vezes áspera, apesar das artimanhas.
Os círculos nunca se fecham
abrem caminhos para as novas relevâncias
descritas ou sentidas
no risco infinito do tempo
nas ações que dizem as memórias
nos sentimentos que impulsionam
triviais ou marcantes histórias.
Os incrédulos que somos batem
corações assim mesmo
cá ou lá
(est-ão-mos)
à flor de peles que nos soltam
sons que nos assopram
palavras que nos movem afetos.
Brilhos de ontem sapecam
refletidos no que construímos
iluminam ideias que circulam
entre os bons que nos cercam.
O dia bonito é incerto
o outro é indigesto
mas em todos os dias
semanais, mensais, anuais,
usuais
há movimentos
por mais estático que esteja
nosso comprometimento com as ações
das pautas sem vontade
ou das que desejamos autenticidade.
O que há de mais latente salta à mente
enxergamos motivos para sermos
mocinhos ou bandidos.
Os dois lados podem ser magníficos
quando se define roubar o coração
arrependido
que decidiu amar.
É quando estamos movidos
sem ser removidos de nossas próprias virtudes.
Somos breves, irremediáveis, involuntários...
Somos leves, cotidianos, anônimos no tempo
mas deixamos pólens entre os que nos dividem os ventos
especialmente os bons retóricos afetivos
que sopram desenhos que gostamos ser.


Apropriado impróprio futuro


O apropriado impróprio desapropriou a propriedade da pedra preciosa e a tornou futuro do pretérito.
Não por acaso, a pedra preciosa se chama vontade
À vontade para poucos de nós
Não por acaso, a pedra preciosa também se chama desejo
À vontade para quase todos nós
Não por acaso, a pedra ainda se chama virtude
À vontade para quase nenhum de nós
E, não por acaso, a pedra preciosa se chama nós
pra quem tem voz
emaranhado de vontades, desejos e virtudes
apropriado
quando há futuro
desde o passado.

Vamos semear motivos!


Vamos semear motivos! 
Vamos semear motivos para viver 
Que prestígio! 
Diz algum sábio que sabe 
que a vida é um ciclo 
uma montanha russa que rosna 
mas sobe abrindo vistas para a cidade maravilhosa 
ou outras descontraídas 
para quem pode aproveitar a vida. 

Na descida 
a queda também pode ser emocionante 
quando predomina adrenalina 
o pensamento sai de linha 
e ao passar por isso 
revela-se um grande motivo: 
Sair correndo pra tomar sorvete 
de prestígio!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

... 2019 ...


Uma das lições que nem sempre as pessoas percebem é que não se deve perder o tempo da felicidade autêntica. Alegrias superficiais se dissolvem antes de serem melhor sentidas. Há momentos em que não vale priorizar o orgulho, não serve o medo de um não ou do destino roubar nossas ideias. Devemos sim tentar o que o pensamento sente, nos organizar para que venham as mudanças (válidas e necessárias) e nos esforçar para que permaneçam as boas conexões. Sempre há chances de novas experiências serem também novos caminhos de boas surpresas. Novos rumos, novas energias e então nos renovaremos como pessoas. A partir disso, até o mundo óbvio pode ser outro.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O menininho e a menininha - Contos que se Conta

...
E o menininho então perguntou para a menininha:
- Que tal termos um caso, amarmos e sermos amados?
Ela perguntou:
- Mas tem que ter contrato?
O menininho:
- Só entre nós.
Os outros, deixemos pra outros quartos
(sem horário marcado).
Os dois sorriram, se abraçaram e, de mãos dadas, seguiram até a rua perpendicular.
...



PARTE 2 em diante – Contos após os primeiros textos de lançamento

*Da série ‘Contos que se conta’
fiopoetico.blogspot.com

#fiopoetico
#contosqueseconta
#fiocultural

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Era uma vez a idade da pedra

Adoro Gente Pelada
Até Quando Com Estas Pessoas Não Quero Nada
É a Vida Antes da Pedra
Hoje Moldada.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Palavras jogadas ao vento

Um dia, o poeta anarquista sensível irá experimentar o gosto das palavras que não conhece. O vocabulário do afeto é inesgotável. O poeta vai abrir as asas, acolher a brisa de quem tenta/fala e voará de coração leve, surfando ao vento na melhor das liberdades, sem mal-entendidos ou ditos rebuscados. Estará pronto para receber os carinhos além do véu. A clareza, coerência e verdade já são fato nas ações esperadas. O bem e o que podem os abraços são o cotidiano desde os primeiros passos. Precisam ser melhor compreendidos e praticados mutuamente. E que este futuro seja breve e as máscaras distorcidas se desfaçam, pois não existem por dentro. São impressões contaminadas e descontextualizadas no tempo do mundo inacessível, de comunicação avariada. Não passam de palavras que não dizem a essência. As desconhecidas ou as que se resiste enxergar vão revelar outros mundos. As desconstruções textuais de vida e de comportamentos serão expressas em ações dos desejos de sempre. Há outros lados poeticamente autênticos que serão postos à mesa, com fartura que nem se imagina, pois são os mais condizentes com os sentimentos que sobrevivem além do abstrato. Virão novas palavras, de afeto profundo, em poemas para viver a dois (mundos que se juntam sintonizados), sem dor ou rancor, quebrando o que se resiste enxergar. E tudo então será leve, em sincronia com a almejada paz duradoura, como o que de bom escreve o destino.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Academo

O tédio impera na alma que nunca estive
O bicho se move como se me tivesse
(erro incomensurável)
Eu corro devagar como se quisesse me livrar da desordem
Chego onde não quero, mesmo indo quando 

e para onde quis
Quero.
Colegas pseudos de todos os tempos
Aterraram meu mapa na cova dos intelectuais pseudômicos
Enterro minhas palavras malditas fingindo
Mentira(s)!
Que consolido como pensamento livre
De tudos e daqueles
Pseudos nas teorias analíticas extra-trópicos de quem não as criou
São de autores que mexeram no computador e declinaram os métodos, abriram laboratórios e esqueceram as ideias.
Rio para eles que me considero ou me consideram enquanto desvendo seus títulos
Coleciono os meus e já sei o que significo
Ou significam os eus do (s) ego (s) desiguais
Méritos para os que viveram e abrangeram/geraram mundos
Pensaram além e já descobriram o caminho da insatisfação eterna
Não querem ser os mais sábios
Já sabem como é ser merda
Produzem mais do que aqueles
Que não sabem nádegas do mundo que chutamos.

Um dia qualquer e sempre



Em um dia qualquer e sempre, balbucio, tentando ser coerente: 

Como há pessoas que conseguem viver sem Arte?... algo que motiva o movimento de levantar (me) da cama e tocar a vida... porque é pensamento, (porque) é beleza, é sentimento, é destreza, é comoção, diz algo qualquer para servir (mos) para viver... e... é recomeço de dias com chances e oportunidades de invalidar crises existenciais. É respiro, é cúmplice-compaixão e (companheira), é exatidão na proeza do incondicional que se vale do desejo de fazer-se-me-nós o bem. Amar aquém, amar além.

Como há pessoas que conseguem viver sem Arte? Questões dentro e à parte que, inclusive, nós mesmos (sociedade) alimentamos. Às vezes, sem querer ou saber o tamanho de nossa influência.

Aquelas pessoas que (so-(ó)-bre) vivem sem arte... (destrocemos qualquer impasse e seremos ação na questão) espero que possam apreciar a beleza do colorido do suco de frutas suculentas – qualquer uma – e exclusivas que temos, apreciar o movimento e o barulho do mar, o barulho da chuva que está chovendo e que nos proporciona bem-estar para colheitas de tempos em tempos; e ainda espero que possam apreciar o confortante quentinho do sol ou o friozinho aconchegante que nos une aos pés do mundo quando estamos – a nossos pés - bem cuidados e entrelaçados à pele que amamos com sorte voltada para o bolo da afeição. 
Arte da vida.

Excessos, Vida, etc.


Os excessos desacertados da vida podem me levar a uma morte desacertada, desastrosa, ou se tornar uma despedida fora de hora. O tempo e o mundo me levarão à morte, já que ambos dominam esta minha escolha. Nem toda sorte depende de minha pessoa. Os azares sentam-se à mesa quando não isolo. Posso viver até morrer ou morrer enquanto pouco vivo e, por isto, decido o quanto logo vou. Porém, tudo pode ser distinto do que o óbvio remete, tudo pode ser melhor do que sinto e, seja espírito e/ou corpo, posso ser verdade no ciclo. Prece hipócrita que peço pressa para o caminho arejado e, é claro, que seja claro para eu não tropeçar inutilmente. Que sobrem solas saudáveis para levantar-me e andar (me) na dança, no vento. O mundo pode me invadir com suas melhores faces. Basta deixar-me. (?). Ser ou Ir – Questão para a posteridade inócua. Memória, cuidado, prazer, ética pessoal... Justiça de vida é corromper o justo para o bem/bom viver. E a vida... pode resistir até quando de verdade se acabe.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

Floresta - Contos que se conta


Do tempo em que somos nós atemporais


Do tempo em que somos nós atemporais
Libertam-se bocas e pés
Poeticamente
Viés das horas que passam e se (re) voltam
Ao presente que sou mundo
Indecifrável em meio a um cipoal vulnerável
A Caminho do futuro dos bons hábitos.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Estamos vivendo num clímax inverso, à beira de um abismo – ora de gritos, ora de vozes que se calam. É o abismo contraditório do medo da saída do labirinto e esperança de que o desconhecido hipotético possa surpreender. De qualquer forma, é transição para os que coabitam os espaços alienados e para os que anseiam por revoluções de ideias que desembocam em ações, as que nos tornam, voltam a (nos) ser natureza... flores ansiolíticas em qualquer cânion.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Utopia da despedida

Despeço-me do amor não consumado, do desejo insólito 
[autenticamente revelado].

Não funcionou e bateu asas
Como quem beija a flor
E nem sente o cheiro.

Platônico foi o exercício de não querer muito
Passou longe do capricho e transformou-se em tensão
Golpe sentimental, perda da razão, impulso do inconformismo.

Ansiedade...

A admiração foi pro abismo e deletou a afeição pelas palavras
As que se quer ouvir, as que se ouve no calor acolchoado
As que não se remetem às ações foram cumpridas
Tornaram-se inúteis e mentiras desejáveis
Mas ainda inflamam, ardem
Invadem com dor e espalham o que não se deve transparecer.

O chão todo colorido
É vermelho de paixão e sangue
É laranja amargo
Quase um Van Gogh em processo de sublimação
Gestos amarelados
Querendo acalmar os ânimos sem girassois
Deixou a desejar
Cabeça girou de um lado ao outro
Acompanhando o sol que se pôs
Sem nada a declarar.

Noite
Piso derramado e borrado
Cama vazia
Pincéis caídos
Coração escancarado
Dilacerado
Sem sentido no momento.

Solvente do carinho e da criatividade.

Do moinho poético à tumba dos arrependimentos
Nem cartão de crédito atenua tamanha desilusão
Por que será? A curiosidade transformou-se em paixão?
O gato transformou-se em tigre dente-de-leão?
Não!
Feriu o ego, a crença sem fé
E os mais belos sentimentos
Os que eram autênticos
Fugiram à impressão.

A cura não está nos chás.

Poesia e vinho prestes a acampar
No quintal descoberto de boas ilusões.

Luzes se apagaram para ouvir o chamado da hipocrisia
Da gula de quem não sacia e pouco valoriza a ternura de quem cativa.

Cativou, criou fantasias possíveis
A volúpia dividiu papéis
Imaginou mundo (s) com paredes e camas que contorcem sonhos
Números pares para que tudo desse certo
(2)
Sem sorte.

Viagem...

Todos os conselhos do cérebro
De início, foram em vão
Era preciso esperar a decisão de ir até onde se alcança o sofrimento
E tinha que ser de modo inédito
Sem previsão...
Mas como se esperava o desfecho.

O olhar atento, a mente aberta e receosa
Trouxe respostas
Que a intuição já havia suspirado
Mas não gostaria nunca de sentir
De saber o que desconfiou
Quando antes havia luz
E não enxergava quando tudo começava.

Queria a chance do engano e que fosse como gostasse
Sem pressões, nem maldade
Queria concretizar um bom plano
Livre de regras, mas com verdades.

O enfim então veio
Afogou desejos
E sintonias tornaram-se bolhas
Fingidas
Estouradas.

Era de se esperar mesmo
De um bom dia clichê
De quem não sai da tela que não é TV
Suplica por visões
Se excita
E expele contradições
Mundo que alucina pra quem acredita
Em boca linda.

Passa a noite, passa o dia, e se esvai o calor do fogo inaugural
Transforma-se em algo banal.


Quanto desinteresse!


Assanhamento frívolo

Lascívia de meros delírios
Efêmeras fantasias dissecadas
Que animaram e mataram a alma
De quem pouco teve calma, especialmente à noite.

Um avião, um hotel, uma ideia não cumprida
Parece até que já estava no manuscrito
Que nunca chegaria o bom dia
Esperado com café da manhã
Toalhas singelas e macias
Lençóis entre pernas
E flanelas espalhadas
Que não poderiam contar nada
Muito menos o que soubessem.

Setembro, 2018.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Cachorro Louco


E deixo meu cachorro louco, meu gato borralheiro, ser libertado de meus sonhos. Libero este rico coitado, criativo por vários lados, que tanto coloriu meus pensamentos dormidos e acordados quando anoitecia em lamúrias íntimas. Ele não me atende mais, não acompanha minhas malícias, nem meus melhores desejos. Há algum tempo, atendeu a várias fantasias mentirosas, metidas e irrisórias. Decresceu o que se podia esperar do mundo com seus carinhos nocivos e espontaneidade homérica. O real escorregou-se para além dos lábios e tornou-se lembrança; o mundo estava aberto a outros ares de sol. No entanto, o orgulho sempre foi ferido e, quando menos esperei, primeiro, me libertei... do que tanto temia, do que um dia desejei ser estação indefinida. O mundo tornou-se o meu real. Não esperava me conhecer por esses meios. Despi sonhos à luz de velas, bebi vinhos sozinha, liguei incensos inspiradores e escrevi poemas em 5 minutos. Talvez nunca tenham sido tão ridículas as letras unidas e eu ridícula junto. Uma puta vergonha me assolou o juízo; foram várias decadências quando desci o nível e ... quando chorei em pensamento, lamentei não ser estória única. (A falsidade permeia mundos não táteis). Nem nas fantasias se escolhe o protagonismo. Fui eu mesma por vezes e cumpri o papel de autoanálise. Mas, o que fiz comigo foi maldade, deixando des-imaculadas portas e telas para o cachorro louco entrar conforme quisesse um brilho de meu consentimento, como se quisesse de verdade me olhar. Ele queria meu tempo quando o dele fosse (poucas vezes) esperto... e não o que eu sei dar (bem) quando quero. Agora, escancaro as janelas para que o cheiro se perca, o sonho adormeça e eu possa ter paz deitada sob o ventilador.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Selfies, espelhos e nós mesmos

Precisamos de selfies e espelhos
Para nos acostumarmos com nós mesmos?
Não é a respeito do que seremos
É sobre o que somos e podemos.
O que indicar às novas gerações?
Seres que pensam, que tiram conclusões
Podemos até ser nós mesmos
E não querer que estejamos à vontade dos céus
Esperar que a chuva caia como prêmio
Lavando o que pode ofender
Graças aos apelos que não nos resolvem
Às rezas que não solucionam ideias
Que nem sempre melhoram os homens.
A humanidade etérea
É eterna
Com seus nós e frestas
Deixam tantas brechas
Pra que possamos mudar
Ações são regras para quem quer enxergar
Somos mulheres, atletas, intelectuais
Sem gêneros, sem pátria certa
Partido ou time que faz brigar
Sem religião ou sem tradição que sufoca
Precisamos nos ver de dentro
Somos homens de um novo tempo
Um outro milênio
Crianças que inventam outras formas de brincar
Adultos e adultas, sem custos ou repletos de contas pra pagar
A imagem do desejo de sonhos que guardam caminhos certos
Que mudam conforme o caminho
O certo inclui o processo e onde se quer chegar
Ruas retas, curvas, ruas de rios ou de mar
Ao clima dos passos, ao bolso agregado
Pés inchados quando o calçado não se adequa.
Hoje, no que pretendemos
Precisamos realmente nos espelhar?
Somos luta, preces em busca
Do que torna válida a real existência
Não há tempo para crises existenciais e nem testes infinitos
O caminho é para os filhos
Que tivemos ou não
Problema para as nações
Herança de gerações.
Pedras gritam nos trilhos impedindo sugestões
São golpes, crenças de que pouco podemos
Dependemos do que não querem
Mas é o que queremos
Ser fortes, poéticos, cientistas da sorte
Estéticos nos pensamentos
Heróis serenos
Indo além do que dói.
Ações se desfazem em selfies de quem controla seu tempo...
O Reflexo mais próximo está longe do que ainda veremos
E vamos um dia nos acostumar com nós mesmos
O espelho é a tela, o discurso está nela
E (nos) mandamos para voar.

Crítica Arde

Quando as pessoas não têm criatividade
A crítica arde
E quando têm
Arde também.

Ausência

Está cedo para falar das dores
Que não são de amores que não pude completar.
A vida traz e leva
Agentes de nosso sol
Sem avisos e prévias
Difícil de tolerar
O fim dos suspiros
Hora de seguir os melhores princípios
Indícios de outra forma de pensar
Sem sedativos
Euforia para alguns sonhos
Esperança de bem-estar.
Lembranças se descobrem com o vento
Escritos no pensamento
Fala sinuosa para interpretar
Outras maneiras de expressão
De passar o tempo
Dos textos que chegam
Mesmo que ainda seja cedo
Para falar das dores
Que estão em pontos cegos
Esperando novos métodos
E vontade de publicar.
Tarefas excessivas às que excedem
Num tempo que falta calibre da alma
E um olhar que dê a volta
Até que a tela se acenda
As palavras decidam conversar
Quem desvenda?
O que se passa fora de cena?
Não é qualquer ausência
Teclas precisam descansar.
Enquanto ideias se inflamam e gritam
Tentando entender o sentido dos planos
Até a calmaria da dor da perda
Ou seria da vida que alterou a presença?
É yoga, é ayurveda...
Redesenhando as lembranças do (s) que amamos
Enquanto renova o que continuamos.

domingo, 26 de novembro de 2017

.....................

Atrás, águas marinhas
À frente, vizinhos e vizinhas do tempo bom
E lá, um pouco mais ao fundo
O mundo
Acima do mar
Acima de tudo.



sábado, 18 de novembro de 2017

Framboesas

Vamos fugir sem ser fuga e nos debruçar em camas de framboesas  maduras
Ou seriam amoras que não flutuam?
Música como intervenção é história
Poesia como melhor inserção é cenário
Da vida
Da memória
No barril de carvalho com bebida adormecida
Roteiros sem recursos de meditação
Cinema como luz que acende a cena
Claquete de interseção
Não é da vida
É da cena com medicação
Jantar com velas na mesa
Falta arroz
Falta feijão
Sem queimar a toalha de baronesa
Falta prosa
Enquanto almoça na ‘fôrma’
Da janela
O que não se espelha
O pão
Centeio ou centeia
E o que seriam as amoras?
Framboesas pisadas no chão.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

LIVRO DEPOIS DO RIO

O Livro "Depois do Rio" (2017),  
de Clécia Oliveira, foi lançado na versão digital durante exposição homônima de fotografias relacionadas a alguns poemas do livro.
A obra reflete experiências, sensações e reflexões sobre 10 anos de vivência no Rio de Janeiro, no período de 2005 a 2015. 
Os temas são diversos, passando por relações humanas, sociais, cultura e arte, trabalhos, estudos, devaneios, contemplações, saudades... 

*A poeta é mineira, natural de Uberlândia e, desde 2005, vive no Rio de Janeiro.

A versão impressa tem lançamento previsto para 2018.





____________

Não quero ser estrela
Nem aqui nem no céu
Só quero morrer em paz
Mesmo que meu tempo ainda demore
E meu futuro se torne obra.

domingo, 23 de abril de 2017

Entre Amigos

Está na hora de começarmos
a combinar coisas 
para termos o que esperar 
para o amanhã.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Página nova no Blog: Fio Cultural Produções





Intenções: Não dissociar 'Cultura, Educação e Comunicação', compartilhar o amor pelas artes e culturas; respeitar as tradições e diversidades culturais; dar abertura às variadas manifestações artísticas e suas variações e formatos; considerar as novas tecnologias como ferramentas agregadoras e não impositoras; diversificar as formas de ensino e comunicação com a sociedade, de forma reflexiva e em consonância com questões do nosso tempo.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Entre os outros

Alguns são herdeiros
Enquanto outros
São arteiros.

Muitos compram partes da vida
Enquanto outros
A tornam merecida.

Poucos são outros quando serviços são necessários
Alguns evitam desgosto
Enquanto outros são outros
Que procuram indesejá-los.

O que é de muitos é de poucos
Artear se faz necessário
Para merecer sorrisos
Para não contar com os outros de convívio
Não servir só pra serviços
E ser alguém pra quem gostar.


Moral dos bons costumes


O caminho dos espertos é esquina
Dos vivos é passarela
Dos que morrem sem princípio
É a vida que se leva.

#life


O que se vê na noite de lua cheia...


Da janela vejo a beleza que se eleva
De tantas janelas não vejo
O que poderiam ver além dela.



segunda-feira, 3 de abril de 2017

‘Projetos, Cultura e o Sujeito no Meio Desta Vida Dura’

O "nosso" ano começou bem depois do Carnaval, mas antes da Páscoa, rs.
2017 é um ano de muitos projetos, parcerias, conexões, trocas e muuuita Poesia, Arte e Cultura em geral; tudo isso sem dissociar ‘Comunicação, Cultura e Educação’. Este é o caminho para uma vida melhor, mais digna, justa e colorida. A Rede está só se fortalecendo e esta é a melhor forma de atuarmos juntos, com profissionalismo e amizade para driblarmos as tantas adversidades que nos assolam e também assolam os outros que estão nesta mesma sociedade e os que dividem este mundo conosco.  


Vamos relembrar o que não desatualiza:

‘Projetos, Cultura e o Sujeito no Meio Desta Vida Dura’


Dias efervescentes pensando em cultura... Mais uma vez, a intensidade de agora é devido à construção de novos projetos, que não deixam de ser de vida, profissão, lazer e afeto.
O momento do planejamento é uma fase muito rica, na qual cabem análises sobre o que já fizemos, como eram e como são/estão os contextos, as interferências internas e externas, a relevância e a contribuição para o meio em que vivemos e até quem somos em relação aos resultados esperados.
Depois de anos mudando de ambientes, em busca de aprendizado, oportunidades e reflexões abrangentes, cada passo não deixa de se relacionar ao vasto campo da cultura em seus diversos aspectos. As ideias e os ideais não têm fim. Eles “sobrevivem” em torno das produções culturais amplamente divulgadas; das que se espalham em nichos por região; das políticas que sempre nos esbarram; da mídia que mostra alguns trabalhos e influencia novas manifestações; do que ainda permanece escondido ou visto somente pelos próximos; de como acontece nos setores públicos e privados, na economia, no marketing; e a criatividade em torno disso tudo... “Relações de poder” está entre as palavras-chaves.
Ufa! São só alguns dos pontos que inspiram, desanimam ou animam, confrontam valores e ações, mas tocam e fazem borbulhar ideias novas que parecem não caber em uma só cabeça. Mas, além do que podemos fazer individualmente com nossos planos, não tem como deixar de pensar em colaboração, formação de redes, estabelecimento de parcerias e em como definir novas formas de produção, contribuindo para formar novas culturas.
Balanços constantes têm relevância. Por isso, é enriquecedora a saudade de tempos atrás, quando o desejo principal era simplesmente fazer, ver acontecer e acessar ao máximo o que a cultura oferecesse. No entanto, como isso tudo era só uma parte do todo que envolve vivenciar e fazer cultura, aos poucos, gritaram outros fatores que se relacionam a ela.
Não é que, em outros momentos, havia pouca reflexão ou ignorância em relação às entrelinhas dos caminhos que se cruzam na cultura do nosso país, mas, quanto mais vivência, mais oportunidades temos de comprovar hipóteses negativas e de sentir, ao longo dos anos, o cansaço e o peso da labuta por nos mantermos nessa vida, enfrentando os obstáculos para fazer acontecer. O lado bom é que, entre médios e baixos, a gente se diverte e, seja como for, realiza. E há, ainda, os momentos de pausas, reinício de processos, reinvenção, espera pelos altos e contínuo aprendizado. Sempre há tempo de fazer melhor.
O ciclo se repete e se compara à obsessão de rodar e rodar, mudar de área, fazer mais cursos para ampliar a formação, mudar de cidade, de objetos de empolgação; e ver que permanece com o mesmo fio condutor, que faz conexões, se curva, dá voltas, transforma-se em infinito e faz continuarem os mesmos objetivos. Enquanto houver vida, haverá amor pelas artes, pelo conhecimento, pela cultura de forma geral. Estar de qualquer maneira envolvido nisso é o principal objetivo. Contudo, a grande certeza é que as coisas acontecem quando investimos. 

Que não se cansem os projetos!


domingo, 4 de dezembro de 2016

MAIS UM DIA CINZA


Mais um dia cinza
Uma vida que finda
Mas não as palavras
Do poeta que ensina.

Não haverá mais encontros casuais na feira
No início de Copa
Só o concreto na mesa
Livros, lembranças...
Vida em pauta.
É a arte
Do poeta discurseiro
Que fará falta
Mas não se interrompem os planos
Gullar vai e volta
Nos nossos sonhos e cotidianos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

É preciso estudar mais
Pra sermos mais
Intelectuais
Animais
Comunicacionais
Preconceituais
Elitizais
Animais!
Sabiais
Além dos percentuais
Gestuais
Perspicais
Observais
Desiguais
Cais!
Longitudinais

Animais
Virtuais
Que estudam mais
Pra serem digitais.

Prosa...

Prosa mineira
Prosa carioca
Prosa corriqueira
Prosa...
Gente que proseia

Gente mineira
Gente carioca
Gente corriqueira
Que prosa...